Na minha recente incursão ao Rijksmuseum fiquei mais de meia hora a olhar para este espetáculo de avião. Era eu e o puto lourinho de 11 anos que andava ali a saltitar eufórico. Aliás estávamos os dois com o mesmo olhar deslumbrado a querer ver o avião de todas as perspetivas, com a agravante para mim que queria ver o avião e fotografa-lo, sem apanhar o rapazito na foto.
Fiquei a imaginar a vida daquele objeto até chegar ali. A sua montagem num hangar super vintage e giríssimo, com aqueles senhores da época com bigodes revirados nas pontas, o piloto que o levou ao ar, que devia ser outra personagem adorável. E como não percebo nada disto, fiquei a imaginar se as viagens seriam de passeio, ou de guerra, espionagem, trama. E a amante do piloto? De baton vermelho e cabelo apanhado, com uma saia comprida e justa, e casaco cintado tweed. Adorei, o que é que posso dizer, demorei mais tempo aqui que a olhar para qualquer Van Gogh.

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