Acho piada às pessoas (mulheres) que acham que o homem é que deve pagar sempre o jantar. Não sei porquê, mas lá acham que esta é uma regra da etiqueta incontornável e totalmente assumida como o certo a fazer. Porquê?
O desgraçado tem que ir buscar a madame a casa, conduzir, estacionar no Bairro Alto, ou Alfama, ou sei lá onde mais para irem ao restaurante que a menina gosta, e ainda tem que pagar o jantar quando ela está igualmente ou mais interessada do que ele. Não acho bem. Confesso até que sou daquelas "anormais" (porque ao que parece chular o jantar é que é normal) que acha que se deve pagar à vez, ou então dividir a conta.
Obviamente que aceito que me ofereçam um jantar, sendo que convido logo para uma próxima vez de forma a poder retribuir. Mas assumir como premissa que é o desgraçado que deve pagar sempre, isso não faço porque acho um abuso. E a verdade é que eles também notam estas coisas, embora não o digam. E quando ouço homens a apregoar que nunca permitem que uma mulher lhes pague o jantar, desconfio logo de estar perante um macho provinciano.
Não tem nada a ver com feminismo, acho que tem mais a ver com avançar na sociedade. Se trabalhamos como eles (embora ganhemos menos, já se sabe), temos as mesmas responsabilidades financeiras, somos auto-suficientes, queremos ter contas separadas, ficamos super ofendidas e atacamos que nem umas feras quando eles nos criticam sobre os sapatos, trapos e malas que compramos sem precisarmos, então não podemos pagar o jantar? Óhhh senhoras...
Por outro lado, também há muito menino por aí a tentar comer à conta. Sim, já me apareceram pelos menos dois destes: um nem sacava da carteira, o outro fazia o teatrinho de dizer que pagava e quando eu dizia que não era preciso nem falava outra vez, com a agravante que comia que nem um alarve.
Também não sou parva, não é?!?
Sem comentários:
Enviar um comentário