quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Coimbra City e Pastéis de Nata

Ontem tive reuniões de trabalho em Coimbra. Já acordei tarde porque tinha ficado a noite anterior à conversa em casa até às 2 da manhã com a minha cunhada, mas A1 a fora, cheguei pontualíssima à cidade do conhecimento. Sabe bem sair da rotina do escritório de Lisboa, falar com pessoas com pontos de vista diferentes, inspira-me a abordar as coisas de outras perspetivas.

A seguir ao almoço lá fui andar um pouco a pé para desmoer e, tal como na última vez que aqui escrevi que fui desmoer a refeição, acabei a comprar sapatos! Mais um excelente negócio, do meu ponto de vista, a nossa consciência tem de fato processos mentais espetaculares, a racionalização é um deles.

A verdade é só uma, quem é de Lisboa entende-me perfeitamente, e é esta: quem mora para aqueles lados, tipo Coimbra, Porto ou Braga, tem muito mais facilidade em comprar sapatos giros, de qualidade, confortáveis e mais baratos. Já várias vezes me deparei com sapatarias espetaculares no Porto e penso que cada vez que ando em Lisboa à procura daqueles sapatos que simplesmente aqui não existem, ou que toda a gente já comprou, faço figura de parva. No Norte é que estão os bons sapatos de fabrico nacional!

Para além de que temos que estimular a nossa economia. Não compreendo o porquê de terem gozado com o Ministro da Economia quando ele disse que o melhor negócio era exportar pastéis de nata. Claro que é! Toda a gente sabe isso e toda a gente já disse isso. Eu já assisti inúmeras vezes a esta conversa entre amigos, do tipo, se eu fosse vender pastéis de nata para Nova Iorque ficava rico. E se os turistas vêm a Lisboa e ficam deliciados a comprar pastéis de Belém e afins, e ainda são maltratados pelos empregados dos estabelecimentos, imagine-se se for no país deles e com educação! É uma mina! Sim, porque é do conhecimento geral que pastelaria lisboeta de renome que se preze tem empregados de meia idade e avental branco, a atender os clientes com as maiores trombas, a mandar bocas entre dentes e se for preciso até contam a gorjeta com ar de nojo. Mas isto é outra história, dá pano para mangas e iremos abordá-la aqui brevemente.

Em resumo, sapatinhos nacionais é que é.

 
 

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